Acordo estimula hábitos alimentares sustentáveis nas escolas municipais 

A prefeitura de Salvador assinou nesta terça-feira (22) um acordo que prevê a inclusão de um programa de alimentação sustentável nas escolas municipais. De acordo com a gestão, o termo prevê a inclusão de novas preparações, incrementando a diversidade de alimentos de origem vegetal, nos cardápios da merenda escolar. A expectativa é que mais de 10 milhões de refeições por ano sejam fornecidas, favorecendo 143 mil estudantes. A mudança deve acontecer de forma gradual, para facilitar a adaptação dos alunos e profissionais responsáveis pela introdução do cardápio nas instituições. Serão adicionados mais verduras, legumes, grãos e frutas aos pratos, produzindo uma dieta que vai proporcionar hábitos alimentares saudáveis, resultando na baixa ingestão de gordura saturada e prevenção de doenças. Além disso, a iniciativa vai estimular a compra de alimentos da agricultura familiar, fortalecendo a economia do setor. A vice-prefeita Ana Paula Matos declarou que o projeto é importantíssimo, por incentivar o hábito da alimentação saudável, a diversidade nutricional e a prevenção de doenças, além de impactar positivamente o meio ambiente. "Quando você cuida da alimentação das crianças, você cuida da saúde delas e estimula a reeducação alimentar de forma sustentável. A Prefeitura tem esse cuidado e entende que não há desenvolvimento sem sustentabilidade, e nada melhor que incidir esse projeto com crianças que são o futuro dessa cidade", ressaltou. O programa Educando para Sustentabilidade é uma iniciativa da gestão municipal, que contempla os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e reúne a Secis e a Smed, em parceria com a organização Humane Society International (HSI) e o programa Alimentação Consciente Brasil (ACB). O secretário da Educação Marcelo Oliveira disse que a ideia é propor mudanças de hábitos, na alimentação dos estudantes. "Hoje no Brasil, sabemos que as crianças, principalmente das camadas mais humildes da população, que compõem o público alvo da rede municipal de ensino, consomem pouca fruta e verdura, concentrando a fonte de proteína em produtos de origem animal. A proposta é estimular nossas crianças a formar um paladar mais saudável, para o resto de suas vidas", explicou. Com a ação, a previsão é economizar por ano 345 milhões de litros de água, além de poupar 134 mil hectares de áreas agrícolas, que deixarão de ser usados e a redução em 62 mil toneladas da emissão de CO2 na atmosfera. Esses resultados fortalecem o Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (PMAMC), que tem como principal meta neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2049, no Município. "O programa atende os objetivos de gestão e será um estímulo para nosso Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (PMAMC)", ressaltou a secretária de Sustentabilidade Edna França. A expectativa é que a nova metodologia entre em vigor no mês de agosto. Antes disso, serão realizadas consultorias sobre os novos cardápios e treinamento para capacitar as equipes de cozinha. "Uma variedade maior de alimentos vegetais deve compor a base de uma alimentação saudável, de acordo com as recomendações das principais autoridades nacionais e mundiais no assunto, como o Ministério da Saúde, através de seu Guia Alimentar para a População Brasileira, e a Organização Mundial da Saúde", lembrou Thayana Oliveira, gerente de Políticas Alimentares da HSI.Fonte: Bahia Notícias

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